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Câmara tem debate sobre cumprimento da lei do encanamento em novas pavimentações

Publicado em 12/09/2018 às 22:54 - Atualizado em 12/09/2018 às 22:54

Edenilson cobra cumprimento de lei dos asfaltos em Três Barras
Créditos: ASCOM Baixar Imagem

                Depois de muito esperar por uma melhoria em sua rua a comunidade, enfim, recebe a obra de pavimentação que melhora o aspecto, elimina o pó e valoriza os terrenos, o bairro e a própria cidade. Asfalto novo é sinônimo de alegria para população. Só que, dias depois, uma manutenção é necessária na tubulação de água, que passa em meio ao asfalto. Aí vem a prestadora de serviços, quebra o asfalto novinho, faz a manutenção no encanamento e a obra recém-inaugurada já tem seu primeiro remendo.

                O fato acima citado é quase que uma rotina em diversos municípios do país. No entanto, uma lei aprovada em 2016 na Câmara de Três Barras, de autoria de João Canani (PSB), visava acabar, pelo menos parcialmente, com esse problema. É a lei 3247 que, em tese, obriga que novos asfaltos só sejam construídos após a rede de água e encanamento terem sido movidos para as laterais da rua, onde uma possível manutenção, não obrigaria quebrar e remendar asfalto.

                O assunto voltou a tona na sessão desta segunda-feira, 12. O vereador Edenilson Enguel (PSD), relatou que visitou as obras de recapeamento da 10 de Julho, no distrito de São Cristóvão, e denunciou que os canos não foram tirados do meio da rua. E alertou: “vai chegar o dia que vai precisar de manutenção e vai ter que quebrar o asfalto”.

                O vereador disse que procurou a empresa responsável pela distribuição de água no município – a SAMASA – Serviço Autônomo Municipal de Águas e Saneamento Ambiental – e afirmou que ela não foi notificada sobre o asfalto e que agora, se for fazer, será mais caro. A empresa alega que se o trabalho tivesse sido feito antes do recapeamento o custo seria bem menor.

                O vereador Fabiano José Mendes, o Bano (PSD), também se solidarizou com a questão e afirmou que espera que o município “cumpra a lei”, e não realize as obras sem verificar a questão.

                João Francisco Canani (PSB) lembrou que é necessário ter responsabilidade com o investimento público e que a lei garante “que a obra que é tão cara não seja danificada, eu não conheço um remendo de asfalto que fique 100%”, alertou. Canani ainda disse que “cabe a nós – os vereadores – usar um pouquinho de inteligência e cobrar a aplicação da lei”, destacou.

                Já o vereador Ernani Wogeinaki Jr (PSB), lembrou que o problema, apesar de parecer culpa do SAMASA, não é. Ele alegou que o que há é um equívoco no setor de Planejamento da prefeitura, que se esquece de realizar os trâmites para a retirada da tubulação do meio da rua: “é lei tem que cumprir, mas o planejamento tem que colocar a remoção dos canos no contrato, depois de assinado não tem mais o que fazer, a empresa tem que executar a obra do jeito que está”, alertou.


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