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Câmara autoriza tomada de empréstimo do BADESC para pavimentações

Uma longa discussão resultou na aprovação de um projeto de lei, de origem do executivo, que autoriza a administração municipal a tentar a tomada de empréstimo do BADESC – Agência de Fomento de Santa Catarina. De acordo com a solicitação do prefeito municipal, o valor pleiteado é de 8 milhões de reais que serão aplicados em pavimentações. A aprovação ocorreu na última quarta-feira, 17, mas não foi unânime. Pelo texto, os vereadores autorizaram o poder executivo a aderir ao programa BASDESC CIDADES e tomar um empréstimo de até R$ 8 milhões de reais, bem como proceder com as despesas dessa ação. Através de ofício o executivo informou que o objetivo seria a realização de pavimentações, bem como as ruas que podem receber o recurso. Relatora do projeto, Siomara Muhlmann Correa (PP), disse que deu parecer favorável ao texto porque ele se refere à infra-estrutura, pavimentação e drenagem pluvial, obras que julga necessárias à população. “Pedimos ao prefeito a relação de todas as obras e a resposta ruas veio, informando um total de 17 ruas a serem pavimentadas, 9 no distrito de São Cristóvão, 8 na Sede”, defendeu. O empréstimo foi questionado pelo vereador Marco Antônio de Souza, Gorguinho (MDB): “Eu tenho um posicionamento muito pessoal sobre essa questão, mas votarei contra esse modelo de administração, que causa o caos nos dois primeiros anos de mandato e depois são feitas obras eleitoreiras no final”, justificou. Gorguinho se referia ao que ele julgou um “modelo administrativo que impera há mais de 20 anos”, afirmou. Gorguinho reconheceu que os empréstimos são ferramentas utilizadas pela administração pública Brasil a fora, porém, disse que “Três Barras não tem problemas financeiros que justifiquem esse empréstimo (...) o problema de Três Barras não é de dinheiro, é político”, alfinetou, ao recordar que o executivo tem um caixa superior a 6 milhões de reais de recursos próprios. Outro posicionamento contrário ao empréstimo foi do vereador Edenilson Enguel (PSD), que enviou requerimento, respondido de forma insatisfatória: “o executivo respondeu assim: Cabe ao poder executivo decidir quais obras serão executadas”, lamentando a forma da resposta, que segundo ele, “poderia ser mais completa”. A discussão prosseguiu com o João Canani (PSB), que se demonstrou favorável ao texto, porque “a população clama por asfalto”, destacando que existem ruas citadas no ofício, que já são alvo de indicação para pavimentação há 4 mandatos na casa. “Nós estamos assinando esse cheque em branco para o prefeito e espera que seja feito”, alertou. Já Laudecir José Gonçalves, o Barriga (PR), lembrou que a gestão passada, do ex-prefeito Elói José Quege (PP), também solicitou um empréstimo: “apesar de naquela época eu ser de oposição, votamos a favor de o prefeito captar 4milhões a um juro de 9% ao ano”, disse. Ao enaltecer o novo empréstimo destacou que “esse que estamos votando tem juros de 5% ao ano”. Barriga também citou os R$ 6 milhões de reais em caixa da prefeitura: “se pegar todos os projetos de obra que tem entrado nessa casa, aqueles 6 milhões não dão nem pro começo”, defendeu. A vereadora Carla Shimoguiri (PTB) também debateu o projeto afirmando que o empréstimo é importante para garantir mais infra-estrutura à cidade. Destacou também que o caixa da prefeitura é resultado de planejamento: “Esses 6 milhões é planejamento, o prefeito assumiu o compromisso de fazer o desvio de caminhões, e a revitalização das avenidas Rigesa e Abraão Mussi, esse recurso é a poupança para realizar essas obras”, justificou. Ernani Wogeinaki Jr (PSB) destacou que apesar de a câmara autorizar a captação do empréstimo, ele ainda não é certeza, porque o BADESC terá de aprovar ou não: “o que estamos fazendo hoje, é autorizar que o prefeito tente realizar o empréstimo, possa juntar os documentos e apresentar o projeto ao BADESC”, lembrou. Por fim, a votação ocorreu e o projeto foi aprovado por 7 a 2. Votaram a favor os vereadores, Adilson Martins (PSD); Ernani Jr e João Canani (PSB); Dani Krailing (MDB); Carla Shimoguiri (PTB); Barriga (PR); e Siomara (PP). Foram contrários à matérias os vereadores: Edenilson Enguel (PSD); e Gorguinho (MDB).

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